sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

3 por dia, 5 dias.


A Tanúria Rabello pelo Facebook me convidou a participar de um desafio: postar 3 coisas que fiz por dia, durante 5 dias. E eu aceitei, pelo exercício de me abrir e de começar e terminar algo.

Sempre fico relutante em postar desenhos. Apesar de ter uma área aqui para trabalhos meus, sempre levo dois/três anos - ou até mais - para postar meus desenhos. Mas com a proposta dela decidi trazer coisas bem recentes (pros meus padrões rsrs).


.... DIA 1....


Os dois primeiros fiz em outubro do ano passado. Fiquei inspirada pelo compartilhamento da Caroline Jamhour em relação ao Inktober e decidi participar tb. Mas sem postar nenhum deles, e sim pelo prazer de me reconectar com o desenho, o nanquim e de quebra fazer umas experimentações com aquarela.



A sereia fiz com lápis aquarelável uns três meses antes.


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Bom, por hj é isso.
 (e o coração batendo tu-tum-tu-tum-tu-tum-tu-tum numa velocidade meio estranha rs).

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Desenhos meio das antigas

Alguns desenhos guardados a uns anos nos meus diários gráficos - 2010/2011 eu creio.
Tenho feito coisas novas, mas costumo levar um longo tempo de encubação antes de me sentir a vontade para postar.
Com fotografia em geral me sinto mais solta, mas desenho em geral é mais visceral de alguma maneira. Seja como for, estão aí. 


Pensamentos sobre se sentir encurralada de diversas maneiras. Caneta nanquim. 

Autorretrato de quando usava piercing no lábio. Caneta nanquim.

Estudo para xilogravura, texturas de árvores. Tinta nanquim aplicada com pincel.

Outro estudo para xilo, agora um ninho. Tinta nanquim aplicada com pincel. 

Caneta nanquim.

Pequeno ser elemental. Caneta nanquim, hidrográfica e pastel seco.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Gaslight e a naturalização da mulher como descontrolada emocionalmente

Para reflexão. 

Passei por isso ao longo de 7 anos pensando que eu era louca antes de compreender como funcionava o Gaslight. Acho que pode colaborar para que outras pessoas compreendam, livrem-se disso e lutem contra investidas futuras.


Gaslight e a naturalização da mulher como descontrolada emocionalmente

Existe uma naturalização de que a mulher é exagerada, emocional demais, e é normal a gente ver as próprias mulheres aceitando estas características como próprias delas, e esta aceitação tácita destas características é tudo que o machismo precisa para violentá-la sem que ela consiga entender o que esta acontecendo, e ainda de brinde para o machista, culpar-se, por que afinal, as mulheres são assim mesmo, né? Exageradas.
- Você é tão sensível!
- Você é tão emocional!
- Você está sempre na defensiva!
- Você está exagerando!
- Acalme-se!
- Relaxe!
- Pare você está pirando!
- Você está louca!
- Eu estava apenas brincando, você não tem um senso de humor?
- Você é tão dramática.
- Você é tão estúpida!
- Ninguém vai querer você!
Soa familiar?
Se você é mulher, provavelmente seu companheiro já fez isso, ou faz. A probabilidade de a mulher ser a vitima deste tipo de violência, que chama se GASLIGHT, é infinitamente maior para mulher devido ao sexismo e machismo, que trata a mulher com desqualificação, inferiorização e descrédito. Basta notar que, é divulgado massivamente que os homens são racionais e as mulheres emocionais, mas não dizem que as mulheres têm uma inteligência emocional, trata se de uma desqualificação, o que quer dizer se com isso é que elas são descontroladas emocionalmente, ou seja, os homens são superiores, eles devem ter crédito e as mulheres não.
Este é um tipo de manipulação emocional que alimenta uma verdadeira epidemia no mundo, uma epidemia que define as mulheres como loucas e irracionais, excessivamente sensíveis, desequilibradas... Esta epidemia ajuda a alimentar a idéia de que as mulheres diante de qualquer menor provocação perdem o controle de suas emoções, e isto é MENTIRA.
Os homens têm usado este tipo de manipulação emocional, embasada no machismo, para manterem se privilegiados nos relacionamentos, assim eles podem errar a vontade, trair acordos, fazer piadas depreciativas da companheira, humilhar, etc. que no final das contas, o discurso será sempre o mesmo: "Você esta exagerando, eu estava apenas brincando..." E a mulher pensa "Realmente, acho que estou exagerando" e fica ali sendo ferida, esmagada, tendo a autoestima destruída dia após dia, sem forças para reagir, por que entende se culpadas das situações. Às vezes, é tão convencida disso, que a agredida, é quem pede desculpas ao agressor, sentindo se aliviada por ele ter perdoado. O homem assume um papel de Deus sádico na vida da mulher, dispondo dela como bem entender.
Um exemplo fácil de ser encontrado é quando o homem usa alguma característica física da mulher, e faz comentários depreciativos, como piadas a respeito do peso dela, para logo em seguida, quando a mesma reage, dizer a ela que ela esta exagerando e que ele estava apenas brincando.
O gaslight pode ser algo muito sutil, tão simples como alguém sorrindo e dizendo algo como: "Você é tão sensível". Tal comentário pode parecer inócuo o suficiente, mas, naquele momento, o orador está fazendo um julgamento sobre como alguém deve se sentir. A desqualificação das percepções e sentimentos da outra pessoa é uma violência emocional.
É muito mais fácil manipular emocionalmente uma pessoa que tem sido condicionada pela nossa sociedade a aceitá-la. Provavelmente algumas mulheres pensarão que por serem mulheres empoderadas, fortes, independentes... Não serão alvo deste tipo de violência, é importante dizer que todas estamos à mercê disso, por que é muito difícil diagnosticar o quadro, não esperamos que a pessoa que amamos, escolhemos para viver ao nosso lado e dividir a vida, nos trate desta forma, e por isso seguimos desculpando e aceitando a situação, quando não nos culpamos pela mesma.
O GASLIGHT rouba da mulher sua arma mais poderosa, ele rouba sua voz. Notem que muitas vezes ao fazermos cobranças aos nossos companheiros, namorados, maridos... Nós tentamos fazer de uma forma meiga, calma, quase como se nos desculpássemos por chamar atenção deles sobre algo que nos incomoda, e desta forma as mulheres vão tornando-se seres passivos, seres não assertivos, não combativos, presas fáceis para todos os tipos de violência machista. E é com este tipo de desqualificação da sanidade da mulher que o machismo também desconstrói a possibilidade de independência delas, afinal se são tão vulneráveis emocionalmente, como poderão alçar cargos elevados dentro de empresas, ou grandes responsabilidade, postos de liderança, não é mesmo? É muito valioso para manutenção dos privilégios dos homens tratarem as mulheres como desequilibradas, naturalizando estas características como inerente a elas.
O homem que faz isso é machista e covarde. O homem que faz isso, não faz de maneira não intencional, ele sabe que esta ferindo a companheira e a cada dia é mais complicado pedir aos homens para que observem suas atitudes, para que parem de praticar violências machistas, pois grande parte da população masculina esta comprometida em defender seus privilégios, mas esperamos que este tipo de leitura, além de esclarecer as mulheres para que possam se defender, também conscientize os homens.

Texto de Verinha Kollontai com o qual me identifiquei profundamente. Se quiserem conhecer mais, ela possui inúmeras outras reflexões em sua página do Facebook

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domingo, 23 de novembro de 2014

Eu me proponho: Um dia de cada vez

Após o meu desabafo exasperado sobre a bestialidade humana, não estava me sentindo preparada para fortes emoções novamente e decidi postar algo que já estava quase pronto - o próximo componente do Especial Cordas, Loreena McKennitt.

Agora já tive tempo para respirar e botar minha cabeça no prumo para o assunto anterior. E o fato é que não quero postar simplesmente os relatos de inumanidade, quero me concentrar em maneiras de ajudar a resolver o problema. Coisas que possam ajudar a abrir os olhos para novas maneiras de se encarar a relação com as outras pessoas, com o meio ambiente, com a vida - seja ela humana ou não.

Vou começar pegando emprestadas palavras do senhor Daisaku Ikeda no poema "Paz é o florir da essência humana": 

Paz é luta ininterrupta
Que transforma desesperança em esperança.
Que jamais deixa de confiar no ser humano.
É uma ode ao ser humano que respeita e
Valoriza ao máximo a vida de si e a de todos.
...
Paz não é equilíbrio do poder bélico.
Paz é o florir da natureza humana.
Para isso, é necessário arar o coração com a cultura,
Desenvolver as sementes do humanismo
Por meio da educação,
Construir pontes de amizade entre cada um dos países
Com o intercâmbio humano.
...
Uma vez que as armas nucleares e seu sistema
Foram criados pelas mãos do ser humano,
Não há como não reduzi-las e extingui-las
Pelas mãos do ser humano.
O bem enfraquecido veio sempre sendo
Derrotado pelo mal fortalecido.
Haverá paz perene
Quando transformarmos esse destino.
Não há outra forma
Senão expandir a influência e a
Solidariedade da fortaleza do bem.
O bem que luta radicalmente
Contra o mal e o vence.
...
São as pessoas que
Independentemente se há alguém olhando ou não
Expandem tácita e silenciosamente a amizade.
São as pessoas do povo,
Que vivem a incentivar os amigos,
Que estão construindo
Uma sociedade sem violência!
São estas pessoas anônimas que estão
Na vanguarda da correnteza da história mundial.

(Poema publicado no jornal Brasil Seikyo, edição 2240, de 23 de agosto de 2014) 

Cada um se responsabilizando por ter integridade e respeito na sua maneira de agir com os outros/diante da vida, independente de ter alguém olhando ou não - como ele falou, é a também a minha proposta para mudarmos as atrocidades que temos visto todos os dias.

Eu sei, eu sou apenas uma. E quem estiver lendo é também apenas uma única pessoa. Mas nós estamos iniciando uma onda. Um movimento em prol de um futuro melhor a partir de hoje

Podemos ser FELIZES HOJE. Podemos RESPEITAR HOJE. Como numa das diretrizes do Alcoólicos Anônimos: um dia de cada vez! Não iremos mudar o mundo inteiro de hoje para amanhã, mas podemos no dia de hoje agir em prol disso. E se cada um fizer a sua parte, logo a diferença será visível.

Eu sinceramente acredito nisso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Especial Cordas 6 - Loreena McKennitt


Fonte da imagem
Multi-instrumentista, cantora e compositora, Loreena McKennitt é uma ruivinha canadense com ar tímido e muita criatividade. No site de sua produtora (criada por ela para produzir os próprios trabalhos), Quinlan Road, é classificada no estilo "celta eclético" mas vou colocar também as palavras de um amigo chamado Nilson a respeito dela: 
"Gosto muito, já tive todos os álbuns (são poucos), sei um pouco da biografia dela. Ela é demais. Canta muito bem, o tipo de música dela tinha o rótulo comercial de World music. E nessa explosão comercial de World music ela conseguiu ficar muito famosa mundo afora e ganhar $$. Loreena é excelente, só tenho problema com algumas letras dela porque não gosto por nada de temas sobre natal etc... Tem muitos que fazem esse tipo de música. Pesquisam estrutura, estilos de musica tradicionais de diferentes culturas com diferentes instrumentos e daí fazem um mosaico moderno. Mas pra isso ficar bom tem que ser sobretudo um excelente compositor, se não vira uma música Frankestein."


         
The Mystic's Dream
Fonte: tomHD88

The Mummer's Dance

Santiago
Fonte: tomHD88

The dark night of the soul

Caravanserai

Dante's Prayer 
Fonte: Mcsclion

Achei algumas ilustrações feitas da Loreena internet a fora, mas esta abaixo foi a mais fofa e verossímil quanto ao olhar e ao sorriso dela :)  

Fonte: GeorgeD 
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Perdeu as partes anteriores do especial? Veja aqui: Vanessa Mae, Angels of Venice, Bond, David Garrett e Apocalyptica.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sobre a bestialidade humana


SÍRIA 
(LEGENDADO)






*As frases acima são links para as respectivas reportagens


O quê, em nome de qualquer divindade em que se acredite, faria as pessoas pensarem que podem simplesmente surrar a outras e tirar vidas???
O que passa na cabeça dessas criaturas selvagens – para mim no momento não merecem ser chamadas de humanos – para pensarem que tem o direito de agredir aos outros de maneira tão violenta?? Sejam as vítimas homens, mulheres ou crianças, de qualquer cor/nacionalidade/opção sexual, ou os animais, o que faz alguém achar que tem o “direito” ou mesmo o “dever” de agredir física ou psicologicamente aos outros assim??

EU NÃO CONSIGO ENTENDER! 
NÃO FAZ O MENOR SENTIDO PARA MIM!

A alguns anos parei de assistir aos noticiários televisivos pois eles me mostravam coisas que me faziam perder a fé na humanidade.
O estopim para tomar essa decisão aconteceu após passar quase 12h vidrada em frente à televisão acompanhando a cobertura completa sobre o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. O que poderia levar alguém a odiar tanto aos outros e a sí a ponto de se matar e levar consigo centenas, milhares e, em outros tipos de ataques até milhões, de pessoas consigo?? Eu não consegui entender a resposta para isso na época e ainda não consigo agora. Nenhuma crença religiosa, científica ou política justifica para mim agir violentamente para com outras pessoas. 

Dei apenas alguns poucos exemplos de bestialidade no início do post mas, de maneira extremamente infeliz, existem centenas de outros exemplos – milhares se formos buscar na história da humanidade a longo prazo.

Desejo contribuir de alguma maneira para a re-humanização das pessoas. Não sei exatamente como, mas eu quero ainda assim.

A medida em que for encontrando coisas que me pareçam de alguma forma ajudar vou compartilhando aqui. Gostaria de já ter algo a dizer, mas estou sem palavras no momento.

Ainda assim, estou fazendo um compromisso comigo mesma de ajudar como eu puder. Porque um dia quero ter filhos e não quero que eles presenciem horrores como esses. Porque eu tenho amor pelo mundo, pelas pessoas e pelos animais desde criança e eu quero colaborar de alguma forma para que os seres sintam a felicidade de ser respeitados. 

Eu quero ser feliz. E quero que a felicidade alcance o maio número de indivíduos possível.

Ser feliz em conjunto me parece muito melhor.