Em 21/09/25 eu iniciei e joguei até zerar o jogo Indie "To the moon" da Freebird Games.
O Joel comprou como uma surpresa pra mim e eu amei 💛
Foi uma experiência e tanto de interações, investigação e mergulho na profunda história.
Tratando de temas como autismo, luto, projeção emocional, dificuldades financeiras e as escolhas que fazemos na vida diante dos impasses que ela nos oferece.
Personagens carismáticos, estilo pixelado. Tem uma única "batalha" no jogo todo e isso não é um problema de jeito nenhum.
Me emocionei e refleti várias coisas durante o processo.
O jogo fala sobre dificuldades de adaptação social e também sobre mascaramento autístico. Fala sobre as disparidades na comunicação, sobre as diferenças na demonstração das emoções entre as pessoas típicas e atípicas e como isso influencia a construção dos afetos, das conexões entre as pessoas.
Reflete sobre a influência que o mascaramento tem na construção da nossa personalidade e das dualidades que isso traz. É uma maneira de sobreviver, de se encaixar, mas abrindo mão de partes importantes de si ao longo do processo - o que tende a terminar com sofrimento mental e emocional.
Fala sobre a importância e a influência da memória na nossa forma de encarar a vida.
De como muitas vezes projetamos nossas perdas, lutos e dores nas pessoas à nossa volta.
Me trouxe reflexões sobre trauma geracional também.
Nem sei resumir, falam sobre tanta coisa nesse jogo!!
O que eu sei é que pra mim foi uma experiência muito tocante poder atravessar essa jornada. Me fez pensar na minha vida, me fez pensar no que eu desejo pra vida das minhas filhas - que também são neurodivergentes.
Foi dolosoro mas também me trouxe esperança.
Pra quem gosta de mergulhar em histórias e personagens, recomendo muito!!!
Quando eu conseguir jogar outras jornadas dessa desenvolvedora, tento trazer meu relato aqui também.
Eu passei anos ouvindo falar de Hollow Knight e agora em 2025 eu de fato participei de uma gameplay dele.
O Joel me emprestou suas habilidades de jogatina e eu fui tomando as decisões de direção, conduta e afins.
Os cenários são lindos demais. As transições entre um ambiente e outro, as sutis mudanças de cores, vegetações, barulhos. As histórias tocantes de muitos dos personagens. As escolhas difíceis e relevantes que a gente se depara ao longo da jornada.
Acabei me apaixonando pelo personagem principal (vulgo "Oquinho", como eu costumo chamar). Mesmo em silêncio, mesmo privado de emoções, mas portador de consciência e propósito, eu me afeiçoei absurdamente a ele. E testando todos os finais possíveis, o considerado mais correto termina com o salvamento da vida da Hornet mas a obliteração do Oquinho e do Cavaleiro Vazio para conter definitivamente a Radiância. Confesso que eu quase chorei quando vi esse final. Eu fiquei com uma sensação de vazio tão grande, o coração apertado. Era um momento de vitória por ter atravessado uma batalha tão difícil contra uma adversária tão formidável, mas a sensação era de perda. De um possível reavivamento da população, talvez dias de mais paz pra quem sobreviveu e resistiu a infecção, mas ainda assim uma grande perda.
Uma perda que ele próprio não sentiu. Que seus pares não sentiram. Para eles, foi apenas a concretização do seu propósito de vida, poderiam retornar ao vazio em paz agora.
Pra mim, luto. Luto pelos personagens que perdemos ao longo do caminho, pelas histórias de saudade, de dor, de luto que eles enfrentaram e nós só ouvimos falar mas sentimos junto.
O jogo é lindo e inquietante e fantástico em igual medida. O cuidado com cada textura, cada cenário, cada inclusão de lore. Os pequenos sinais de esperança, de renovação, de continuidade das espécies e das histórias, tudo isso é muito tocante também.
Enfim, tô apaixonada e me sentindo órfã.
Felizmente Silksong já está entre nós pra poder conhecer um pouco mais desse universo. Mas na real eu ainda tô digerindo o primeiro jogo antes de conseguir mergulhar inteiramente no novo.
Recomendo. Recomendo demais!!! E se vc, como eu, for alguém sem capacidade técnica pra zerar sozinho e também não tiver alguém pra jogar junto, aconselho assistir alguém zerando pelo YouTube pra ter a chance de vivenciar essa experiência tão absurda de boa que é Hollow Knight.
Visual e sonoramente tão lindo, que até me incentivou a fazer um desenho de uma das minhas coisas favoritas no jogo: as áreas de Sangue Vital:
É um mini desenho rapidinho em que usei umas canetas que comprei pra mim e pras meninas, mas deixou meu coração quentinho.
Alerta de gatilho: menções a abuso sexual infantil e gordofobia.
Eu tenho dificuldades de conviver com meu corpo desde pequena.
Primeiro porque eu era gordinha e as pessoas nos anos 90 já achavam que isso não era aceitável e não ligavam de reclamar disso pra uma criança (algo que segue acontecendo muito até hoje).
Aí eu comecei a esticar, a minha distribuição corporal mudou e eu fiquei mais "socialmente apreciável". E aí, ainda na primeira infância, eu sofri abuso. E aí, com todo o rolê de culpabilização da vítima que rolava já naquela época, eu, mesmo sem falar pra ninguém sobre o que tinha a conhecido, internalizei que a culpa tinha sido minha. Tinha sido daquele corpo por ser à frente da idade, por eu parecer mais "atrativa" do que eu deveria pra uma criança de 6 anos.
Não porque o cara era um pedófilo escroto que violou meu corpo sem se importar com as consequências. Não, a culpa era minha. Na tv, nas conversas dos adultos em geral à minha volta, em todo canto eu via as vítimas sofrendo escrutínio pelas roupas que usavam, por estar fora de casa em horário desaconselhável ou qualquer outra merda... E foi nisso que eu acreditei, mesmo sendo uma criança de 6 anos.
E assim eu cresci com nojo de mim mesma, evitando o espelho a todo custo.
À medida em que cresci eu segui tendo um corpo próximo do padrão, recebendo olhares invasivos e cantadas não solicitadas que eu aprendi a entender racionalmente como elogio mesmo que meu corpo entrasse em modo de alerta e medo.
Hoje em dia isso ainda acontece em algum nível, mas eu aprendi a usar roupas mais confortáveis e que escondem mais meu corpo numa tentativa de me blindar, de passar despercebida nesse sentido, mas continuei com dificuldade de me olhar. Nos últimos anos meu contato com registros fotográficos de mim se resumiram a selfies eventuais quando mudava o cabelo ou quando precisava de uma foto pra documento. Além de ver meu rosto quando ia escovar os dentes e simplemente olhar pra baixo pra ver se minha roupa estava suficientemente limpa e organizada pra seguir a vida de adulta.
Agora em 2025 tenho atravessado um processo terapêutico que tem me ajudado muito a olhar mais pra mim mesma, literal e metaforicamente. Olhar pras minhas dores, pras minhas necessidades, pro que me trava em medo e o que eu gostaria de deixar fluir novamente. E isso inclui aprender a cuidar e conviver melhor com meu próprio corpo.
Uns dias atrás vi esse vídeo do David Suh no qual ele fala do processo de estar buscando mais presença e cuidado com sua saúde, seu corpo e sua mente, e com ter mais compaixão no seu olhar sobre si mesmo. E ele sugere maneiras de tirar autorretratos em que possamos exercitar esse olhar mais compassivo e compartilha um pouco do seu próprio processo. Esse vídeo me atravessou de uma maneira que eu não esperava.
Hoje eu tive vontade de testar e fiquei feliz com o resultado. Foi bom olhar pra mim de uma maneira menos objetiva e com mais cuidado e apreciação. O que em mim eu gosto nesse momento? O que eu gostaria de registrar disso?
A seguir estão as fotos que eu quis guardar a partir desse exercício de olhar para mim. Luz natural, sem filtros, sem maquiagem, os lábios com algumas marcas ainda do mais recente momento de dermatilomania labial alguns dias atrás, com o cabelo zoneado de quem nem penteou, com roupa de ficar em casa com calor e feliz por ter conseguido registrar um pouco de coisas que gosto em mim no momento memso assim.
A Ray e o Joel tem sido importantes demais nesse processo. Ela caminhando comigo em todo o processo terapêutico incluindo todas as dores excruciantes e momentos mágicos. Ele me apoiando, compartilhando comigo sua estratégia pra ser mais amigável consigo mesmo, me presenteando com um celular que de fato me permite voltar a fotografar e por ter comprado um espelho de corpo inteiro pra casa que tem me dado oportunidades de me olhar.
Foi bom parar pra fotografar um pouco de novo. Muita saudade de poder fazer isso.
E um bonus, porque gostei da minha mão nessa foto:
Faziam alguns anos que eu não conseguia parar pra fazer encadernaação artesanal e eu sentia muita falta.
Estou em um momento um pouco diferente agora, com um acompanhamento que tem me ajudado a agir mais e não só seguir morando e especulando a vida, o universo e a minha existência dentro de dentro da minha cabeça.
E um dos reflexos desse novo movimento é retomar coisas que eu amo e fluir através delas sem uma culpa difícil de processar que eu carregava há anos. Meio que ainda carrego, mas estou me soltando dela cada dia um pouco mais.
Eu tinha vários projetos de cadernos em mente e de junho pra cá comecei aos poucos a realizar. Preparei as capas em junho, separei as folhas no início de julho e, do fim dele e o início de agosto, andei com os processos de perfuração, costura e finalização.
Fico pensando como o contexto de vida muda. Anos atrás eu seria tomada pelos pensamentos de um projeto e simplesmente cairia de cabeça nele. Esquecendo inclusive de comer/beber/descansar e parando pra dormir só depois de ter entrado madrugada a dentro tomada pelo hiperfoco.
Já cheguei a finalizar um caderno em questão de horas num mesmo dia. Esse era um projeto mais simples de executar, então eu só aguardava razoavelmente a cola estabilizar e partia pra próxima parte do processo...
Hoje, com crianças, trabalhando fora, tendo que controlar horários de sono pra fazer elas dormirem e acordar cedo pra arrumá-las pra escola, o rolê é bem diferente.
Prós e contras, né? A frustração de ser constantemente interrompida e ter que limitar o tempo de contato com a produção são coisas dolorosas. Mas o coração fica muito quentinho vendo a empolgação delas em escolher a estampa da capa, as combinações de cores dos papéis do miolo, e as perguntas (todo santo dia) de "Meu caderno já tá pronto, mamãe? Eu tô tão ansiosa!".
Hoje as duas já estão alegremente usando seus cadernos. Desenham, fazem colagens e a Saphira até já escreve algumas coisas no dela! Ela está indo muito bem no processo de alfabetização, é uma alegria ver.
E eu, que estava me sentindo orfã porque meu último caderno tinha acabado uns dois meses atrás, voltei a ter um meio pra desaguar. Estreei ele com uma poesia, seguida de um desenho e uma escrita muito muito catártica.
Eu só sentia que ele precisava ter na capa o papel de borboletas que eu guardava há muitos anos. Era ele, sabe? Tenho disso. Eu tô o tempo todo pensando e mesmo assim tem muita coisa que eu começo a sentir muito antes de conseguir entender o porquê, só sei que é a coisa certa.
Tem sido um reencontro feliz com um ofício que eu amo e do qual eu estava distante a tempo demais.
Por hoje compartilho aqui dois vídeos que fiz no dia em que estava costurando meu novo caderno.
Eu costumava fazer cadernos mais estreitos para ter menos peso para carregar comigo para todos os lados. Mas meu último foi feito por uma pessoa querida que produziu algo espesso, potente, que me acompanhou por muito tempo e foi uma experiência que eu gostei muito.
Fora que eu não tinha certeza de quando conseguiria fazer cadernos de novo, então achei mais seguro fazer um que pudesse durar bastante.
Mas me parece que agora eu tô ficando um pouco melhor nisso de incluir minhas paixões na minha rotina. De abrir espaço para mim na minha própria vida. Então creio que vou conseguir continuar produzindo cadernos com uma regularidade mais feliz para mim. Não a que o hiperfoco gosta, mas uma possível mesmo assim.
Apesar de não estar escutando tanto quanto antes, eu gosto muito de twenty one pilots e Car Radio é minha música favorita.
E ela é a favorita porque eu nunca achei algo que representasse tão bem o caos que é estar dentro da minha cabeça e o quanto música me ajuda a sobreviver a mim mesma.
Lendo o que escrevi agora parece especialmente dramático, mas é bem sincero, e eu vim registrar o pensamento para mim mesma no futuro.
Eu já falei um bocado de vezes aqui sobre o fato de que eu amo música, escuto pra caramba e elas são muito importantes pra mim. Mas uma coisa que não lembro se já comentei é que tenho sempre alguma ou algumas que se tornam o vício do momento e escuto çiteralmente em looping.
Fuquei com vontade de registrar as atuais e as anteriores, então aí vai!
ATUAIS
TABLO X RM - Stop The Rain (Official MV) no YouTube
Esta eu já chorei, já sorri, já cantei junto e as meninas gostam de ouvir tanto quanto eu, então essa é um vício compartilhado. A letra dessa música me toca de muitas maneiras, tanto a parte do Tabloo quanto a do RM. É falar de coisas que doem profundamente mas com a delicadeza e o acolhimento de um abraço sincero. Ela é minha atual música de conforto em momentos de crise emocional/sensorial.
Within Temptation and @JERRY_HEIL -
Sing Like A Siren (Official Music Video) no YouTube
Já tinha um tempo que eu não ouvia Within Temptation e de repente eu reencontro a banda com um tesouro maravilhoso como este. Lindo não é suficiente. Acho que mágico define melhor.
É o álbum HOUSE OF TRICKY : SPUR inteiro, na verdade, mas coloquei Breath pra representar. Em SPUR o talento e o estilo deles brilhou em outro patamar. E o fato de ser o retorno do Jung Hoon após a lesão grave no joelho fez tudo ainda mais especial.
Não sei nem por onde eu começo a falar do Commedia D'arte ATO I... A Bea é foda demais e esse álbum é espetacular sob muitos aspectos. Mas acho que o que mais me toca é ela estar tão livre e feroz em falar sobre o que importa de fato pra ela. É um desenvolvimento lindo de se ver.
ANTERIORES
ATEEZ "DEEP DIVE" - GOLDEN HOUR : Part.2 no YouTube
Este é um daqueles casos em que eu ouvi o ábum todo em looping todos os dias, mas escolhi só uma para representar. Fquei muito empolgada em saber que em junho vai ser lançado o GOLDEN HOUR : Part.3. Considerei presente de aniversário \o/ rsrs
ATEEZ é meu grupo favorito faz algum tempo e esse álbum bateu como uma companhia que viveu o tempo junto comigo, adultecendo.
O álbum D-Day inteiro é muito especial, mas AMYGDALAe Snoozesão particularmente importantes pra mim e foram ouvidas em looping, sentidas, choradas, cantadas e me arrepiam até hoje.
지민 (Jimin) 'Set Me Free Pt.2' Official MV no YouTube
Acho que já deu pra perceber que eu gosto de BTS e que músicas que falam sobre as jornadas pessoais em direção à autonomia e ao reconhecimento da própria força me tocam, né? Pois então. No álbum Face o Jimin entregou uma potência e uma versatilidade vocais que me suspreenderam e apaixonaram muito. Eu ouvia inteiro em looping, mas essa e Alone são as que me atravessam mais.
E pra fechar a participação de integrantes do BTS no meu relato de vícios musicais, essa foi provavelmente a primeira de trabalho solo deles que me deixou obsecada. Por um bom tempo foi minha música de conforto para momentos de crise. A voz do JK me reconforta sensorialmente de um jeito que é difícil de explicar e toda a sonoridade dessa música é deliciosamente reconfortante.
Eu sou perdidamente apaixonada pela voz, a interpretação, a entrega da Eivør e esse álbum foi um presente, mais uma preciosidade que ela trouxe pro mundo. Não tem como ouvir ela cantar e não sentir reverberar até nos ossos. Sou apaixonada.
Iniko é uma força da natureza e eu considero um privilégio ter tido a oportunidade de conhecer uma voz e uma presença como essa, mesmo que só de longe. Amo várias músicas mas decidi registrar aqui o vídeo com o qual eu u conheci. Armor é outra que eu ouvi em looping e que me atravessa com muita força.
Não tem condição de eu ver uma apresentação incrível dessa e não deixar registrado em lugar nenhum!!!
Eu sou apaixonada por versões acústicas por ser possível perceber as sutilezas da interpretação, sentir mais de perto a emoção da voz, e este album Paisagem (Acústico; Ao Vivo) tá lindo demais.
Minhas filhas, ainda mais a mais nova (3 anos e meio), tem um super interesse por livros e eu tenho pensado na possibilidade de apoiar pessoalmente elas no processo de alfabetização.
Aí eu me lembrei que terminei o ano em que deveria ter sido alfabetizada sem realmente saber ler. Foi a minha mãe quem me ensinou, nas férias antes do próximo ano escolar, imagino que pra que eu estivesse mais preparada e não sofresse nada na escola no ano seguinte.
Me lembro de estar sentada com meu caderno junto à mesa da copa e ir pegando letrinhas de um pote de vidro que ela tinha deixado pronto pra mim. Ela fazendo coisas na cozinha - talvez comida, talvez lavando louça - enquanto me dava apoio e orientações.
Faz tempo que eu lembro disso, mas, hoje, pensar nisso me chocou. Me peguei reconhecendo de novo o quanto ela era foda e aumentando ainda mais minha admiração.
Plenos anos 90, mãe solo de 3 garotas em idades muito diferentes, trabalhando fora, super ativa na organização budista da qual participamos (BSGI), numa época sem internet pra dar ideias e facilitar a aquisição de conhecimentos, ela tava lá me ensinando a ler em dois meses de uma forma que a escola não conseguiu ao longo de um ano.
O amor pela leitura veio da minha avó materna e preencheu o coração e a vida da minha mãe. Mesmo depois de perder a visão total de um olho e parcial do outro, ela insistia em ler, aprender e se transportar a outras vivências por meio das palavras.
Várias vezes ao longo das nossas vidas ela me falou que desejava que nós aprendêssemos a amar aos livros e aos estudos como ela tinha aprendido com minha avó. E sempre nos deixou cercada deles. Nós três aprendemos e amamos, realmente.
Usei minha mini impressora à calor para imprimir essas fotinhas e elas estão coladas na lateral da minha mesa de trabalho.
Eu às vezes me sinto muito sozinha no mundo e ter essas pessoas que eu amo junto comigo, mesmo que em impressões de qualidade meio questionável, aquece meu coração.
Aplaca a saudade um pouquinho e me sinto com mais força e coragem pra seguir em frente vida à fora.
Agora é respirar fundo, arregaçar as mangas e buscar informações. O mundo da leitura é incrível demais pras minhas crias não terem acesso a ele. 💖
As vezes as coisas me chamam. Não sei bem explicar o porquê.
Meses atrás vi nas sugestões do Youtube Music a capa de Suzume (RADWIMPS part. Toaka) e fui atraída imediatamente. Ouvi a música e me senti arrebatada. Era absolutamente tocante, reverberava com algo dentro de mim que eu não sabia nominar.
Se tornou imediatamente uma das minhas músicas favoritas e passou a ser um refúgio. É, até agora, a música que uso para dormir quando preciso de ajuda pra acalmar a mente e também a escolhida das minhas filhas pra adormecer.
Hoje finalmente assisti o filme ao qual essa música pertence.
Ele falou pra mim sobre luto. Sobre coragem e esperança.
Sobre lembrar que "o inverno nunca falha em se tornar primavera", como Ikeda sensei sempre citava de Nichiren Daishonin.
Que a noite de imensa dor que possamos estar atravessando (como a perda de um ente querido), por mais que pareça eterna e infinita, vai se tranformar em um dia luminoso outra vez. E vamos nos banhar e nos fortalecer nessa luz e afeto que está à nossa volta mas que também vem de dentro de nós.
Com essa obra eu sorri, me preocupei, chorei profundamente. Vi afetos se contruírem, coragem se descortinar, feridas abertas serem compreendidas e cuidadas.
Nem preciso dizer que recomendo imensamente o filme, né?
Suzume - Trailer oficial
Suzume - Trailer oficial 2
Assisti pelo Crunchyroll e deixo aqui a sinopse que eles compartilharam:
O mais novo filme de Makoto Shinkai, Suzume, estreia dia 13 de abril de 2023 nos cinemas brasileiros!
🚪 Sinopse: "Do outro lado da porta, havia o tempo em toda sua existência...
A jornada da jovem Suzume de 17 anos começa na pacata cidade de Kyushu quando ela se encontra com um jovem que diz a ela o seguinte: “Estou procurando por uma porta”. O que Suzume encontra é uma única porta desgastada em pé no meio de ruínas, como se estivesse protegida de qualquer catástrofe. Aparentemente hipnotizada por seu poder, Suzume alcança a maçaneta… Portas começam a abrir por todo o Japão, causando destruição a qualquer um que esteja perto delas. Suzume precisa fechar esses portais para evitar que o desastre se alastre.
As estrelas, o pôr-do-sol, o céu da manhã...
Dentro daquele reino, é como se todo o tempo estivesse espalhado no céu... Cenários, encontros e despedidas nunca antes vistos... Uma infinidade de desafios aguardam Suzume em sua jornada. Apesar de todos os obstáculos em seu caminho, a aventura de Suzume lança um raio de esperança sobre nossas próprias lutas contra as estradas mais difíceis de ansiedade e constrangimentos que compõem a vida cotidiana. Esta história de portas fechadas que conectam nosso passado ao presente e futuro deixará uma impressão duradoura em todos os nossos corações.
Quando eu fico muito tempo dentro de casa eu fujo... Começo a me refugiar nos livros, nos pensamentos, nas infindáveis reflexões que rodam em minha mente.
Custo demais a ficar no presente. Me vejo por fora do meu corpo. Na verdade, mais pra ignoro a existência do meu corpo me atendo aos pensamentos. Todos eles, tantos deles, em todas as direções.
Tenho inúmeras ótimas ideias e não coloco nenhuma em prática, fico lapidando internamente sem nunca me sentir pronta pra externar. De vez em raramente consigo pôr algo pra fora. Uma música, um desenho, um texto. Mais o último que os outros, porque com o celular na mão já posso executar.
Mas a música e o desenho parecem pessoais demais, preciosos demais. Preciso de solitude, que quietude, preciso de um empenho que muitas vezes me falta energia pra desempenhar.
Sinto falta de quando eu me sentia a vontade pra desenhar em locais diversos, perto de outras pessoas. Sinto falta de desenhar mais.
O que me impede? O que me dói? Porque me sinto exposta agora de um jeito que não sentia antes? A maioria das pessoas à minha volta sequer sabe que eu desenho, canto, escrevo e por aí vai.
Essas coisas são tão intrinsecamente eu, porque eu não me permito ser vista através delas?
Pode ser engraçado ler isso, considerando que estou aqui neste blog público colocando essas coisas há uns 15 anos. Mas, na verdade, pouca gente sabe que ele existe. Não divulgo pra ninguém, não falo a respeito. A única referência direta a ele é um link na minha bio do instagram, e só. Talvez algo no meu falecido Deviant'Art também, mas nem tenho certeza.
Aqui é meu escape. Um espaço seguro pra desaguar um pouco do que não cabe mais dentro de mim mas que não tenho coragem de "alugar" os ouvidos/olhos dos outros pra compartilhar.
Quando estudava Artes Plásticas na UNB eu desenhava todo dia. Estava sempre com um diário gráfico por perto em qualquer lugar, qualquer horário. Era um meio de comunicação meu, de processamento ativo da vida. Esse contato intenso e frequente me faz falta.
Agora, sinto vergonha de alguém "me pegar" tentando desenhar. Me sinto exposta e com dificuldade de explicar o que estou fazendo. Porque nem eu mesma sei bem o que tô fazendo hoje em dia quando tento desenhar. Antes as coisas fluíam das minhas mãos para o papel de alguma forma.
Com o tempo "parada" fui me sentindo menos capaz. Como quem esquece as palavras da letra de uma música por passar muito tempo sem a cantar. Me sinto sem repertório pra colocar as coisas no papel mesmo tendo tanto a dizer com meus traços.
O irônico é que, quanto mais se exercita, mais se adquire recursos. E, ao não exercitar, eu vou só minando mais minha confiança no processo e na minha capacidade.
Assistindo pelo Youtube é possível ativar a legenda em Inglês ou em Português diretamente no vídeo.
Ouço Kerli há pelo menos 15 anos e o trabalho dela me tocou de muitas formas ao longo desse tempo. Hoje ouvi novamente essa música e ela me atravessou de uma maneira diferente de antes, por isso quis incluir ela aqui.
Hoje, 01/03/2024, li uma entrevista do baixista Marco Hietala (ex-Nigtwish) falando sobre como impactou positivamente na vida dele receber seu diagnóstico de TDAH - mesmo isso tendo ocorrido na casa dos 50 anos.
Ele vinha de um quadro grave de depressão e ansiedade e, no processo de autoconhecimento e tratamento relacionado a esse quadro, seu psiquiatra falou sobre a possibilidade de ele ter TDAH. Ivestigaram e confirmaram que sim.
Uma coisa que me tocou na fala do Marco foi o fato de a hiperatividade dele ser interna, nos pensamentos que não desligam, no cérebro que pensa em infinitas coisas o dia e a noite inteiros. Que ele não tem um perfil de tanta hiperatividade física mas sim mental.
Muitas vezes nos agarramos aos esteriótipos, aos sintomas e caracterísicas clássicos mais difundidos e pensamos que são a única maneira de apresentação deles. Mas nem é assim.
Ter a chance de conhecer melhor como a gente funciona nos permite buscar acomodações que facilitem nossa existência individual e em sociedade.
Eu estou em processos de investigação desde julho de 2023 sobre a minha própria história, meu próprio funcionamento. Ainda sem um diagnóstico oficial mas já conseguindo perceber, entender, processar e acomodar melhor meu próprio funcionamento pra não precisar ser tão sofrido existir. A frase anterior pode parecer dramática demais mas, a verdade é que o mundo não está posto em conformidade com as pessoas neurodivergentes. Ele foi feito e montado para pessoas que funcionam de maneira diferente da gente e por mais que a gente se esforce pra mascarar bem, a conta chega depois em depressão, ansiedade, burnout e etc.
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Li duas matérias com o Marco em que ele fala sobre a influência da neurodiversidade na sua história de vida, via whiplash.net:
P.s: Eu escrevi esse texto em 1º de março, fui interrompida e acabei esquecendo de voltar para incluir os links das matérias... Voltei agora pra outra postagem e cá estou eu recuperando essa aqui também ^.^'
Ontem parei pra pensar sobre meu silêncio. Um silêncio aprendido e muito executado. De alguém que tem muito a dizer e escolhe guardar tudo pra si. De como eu aprendi que "sabichões" que "de tudo entendem" e que cortam/corrigem os outros com frequência (muitas vezes por falta de noção e sem essa real intenção) ficam sem amigos pra conversar.
De como é solitário escolher o silêncio com tanta frequência. Como é dolorido não ter coragem de interagir, de compartilhar. Me acostumei tanto a me calar - pq sentir que as opiniões dos outros "são mais importantes/relevantes que as minhas", pq precisei do silêncio pra direcionar toda minha capacidade a entender o que os outros estão falando E querendo dizer. Pq, por mais que seja um assunto que eu tenho conhecimento e interesse a respeito, sempre acho que há outros que sabem mais e por isso não tem necessidade de eu "me meter" nos assuntos.
Mas aprender é minha maior notivação na vida. Amo aprender, conhecer, descobrir novos campos de interesse e me aprofundar neles. E tudo isso fica rodando dentro de mim, da minha cabeça que nunca pára. Então, se eu não vou conversar com ninguém sobre as coisas, eu escrevo, desenho ou canto. Levo pra terapia semanal. Precisam ter vazão de alguma maneira pq, se eu tento conter tudo dentro de mim, adoeço.
Acabo de perceber que eu sinto não ter ninguém com quem eu posso conversar livremente sobre tudo que se passa na minha cabeça. Eu sempre me preocupo que se eu me abrir completamente eu vou sufocar as pessoas com meu excesso de informações, com meus interesses peculiares. Que elas não tem interesse pelas mesmas coisas e vão ficar cansadas, entediadas e querer ir embora.
Que bom que as palavras escritas existem.
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Ficar calada me "protege" das confusões da dificuldade de interação social, dos potenciais olhares de reprovação pq não entendi a piada ou discordo do que está sendo dito, mas tb me impede de aprofundar relações. De me conectar com as pessoas. Me previne de fazer verdadeiras amizades que vão existir para além do ambiente de trabalho/estudo/religião.
Sempre me doí por isso, por conhecer e ser conhecida por todo mundo, falar com todo mundo, mas quando saía dos ambientes estava sempre sozinha. Sempre existiu a barreira da interação estritamente localizada. As outras pessoas visitavam as casas umas das outras, iam para cinemas, parques, festas, etc. juntas e eu nunca conseguia estender minhas relações pra outros ambientes.
Hoje sinto que o silêncio faz parte das minhas máscaras. Daquelas que desenvolvi pra me sentir socialmente aceitável nos ambientes que eu precisava navegar. Pra me sentir minimamente segura e pertencente. Mesmo que, na maior parte do tempo, a sensação de ser uma impostora seja a coisa mais presente de todas. E até pra isso o silêncio serve: pra "me proteger" de demonstrar a fraude que sinto ser - mesmo que eu tenha chegado aonde cheguei de forma justa.
Eu esqueço muito das coisas então gosto sempre de ir anotando coisas que são legais e/ou importantes pra mim. No futuro eu encontro as anotações e fico com o coração quentinho ao rememorar.
Esse compilado serve pra isso também. E pra deixar sugestões de leitura pra alguém que queira dar uma olhada.
Vou colocar uns links da Amazon (alguns pela Loja Skeelo) pra maiores informações porque muitos leio pelo Kindle Unlimited, mas dá pra achar em inúmeros outros lugares a maioria desses livros. Skeelo e Kindle são minha maiores fontes de livros atualmente.
Eu planejava ser mais detalhista sobre cada um, mas me encontrei exausta já depois dos primeiros, então muitos vão ser basicamente só título/autorie. Também não estão na ordem em que li. Na verdade nem sei bem que tipo de ordem foi essa que eu arrumei 😂 Bora lá!
De 2022 eu quase não li e também pouco anotei, mas me lembro de 3:
"Luzes do Norte" de Giulianna Domingues. Se tornou um favorito! Aconselho muito. Foi a primeira vez que li romantasia e também a primeira vez que li sobre um casal queer. Foi um divisor de águas e esse estilo se tornou meu lugar de conforto e refúgio na literatura.
"A àrvore do fruto Mágico" de A. S. Ferreira. Infelizmente não achei link desse que estivesse funcionando mas, gostei bastante!
Em 2023 eu voltei a ler bastante (principalmente no segundo semestre), então a lista é bem maior rsrs
Vou começar com a série que li em dezembro e amei: "The Bonds that Tie" (6 livros) de J. Bree. Quero já avisar que são livros que tratam de temas bastante pesados e tem menções e cenas explícitas de muitas coisas (sexo, violência, tortura física e psicológica, pedofilia, etc...) então eu aconselharia para maiores de 18 anos. Além de todas as coisas pesadas tem muito desenvolvimento dos personagens, de laços afetivos, de habilidades individuais e enquanto grupo entre tantas outras coisas - e foram justamente esses aspectos que me apaixonaram. Acho que dá pra classificar eles em romantasia também, mas não tenho certeza. Li todos em Inglês mas, ouvi dizer que existe tradução pelo menos os dois primeiros. Não quero dar spoiler então paro por aqui. Apenas vou colocar as capas porque acho elas maravilhosas:
"Uma Virtude Mortal" de Emily Thiede. Amei também! Aguardando ansiosamente a continuação em português (em Inglês já foi lançada mas procuro manter o mesmo idioma durante toda a série pra facilitar pra minha cabeça). Acho a capa desse linda também.
Terminei "Estado de graça" de Ann Pachet. Comecei anos antes mas já tinha muito tempo que não o lia. Foi o único livro físico que terminei no ano. No fim das contas me dei muito bem com o rolê da leitura digital.
"Quando o sol voltar" de Olivia Pillar. Sobre se cuidar, nutrir afeto e ousar esperançar num período recente super difícil aqui no Brasil. Recomendo muito. 💛
"Isso não é um conto de fadas" de I. K. Prado. Foi uma leitura que me fez muito bem também. Me senti abraçada por alguém que também na busca por não se perder de suas paixões em produção criativa.
Ouvi "Carmilla" de J. Sheridan Le Fanu. Até então não tinha dado muitas chances para os audiobooks e esse foi uma boa abertura pra isso! Infelizmente não consegui achar link para o que ouvi, mas foi o que ganhei na Skeelo. Recomendo.
"Fanfics de uma quarta-feira à noite" de Camila Pelegrini. Me apaixonei pela escrita de Camila e tem alguns livros dela nessa minha lista rsrs Não consegui achar link externo pra vários dos livros dela, mas li/ouvi todos pelo Skeelo.
"Para sempre seu" de Júlia Braga. Este foi uma surpresa e tanto. Algo me disse pra ler esse livro, um impulso que eu não soube bem explicar. A gente pensa que vai ser um romance clichê por causa do começo e as coisas caminham pra um lugar que, infelizmente, eu consegui me identificar um bocado. Não quero dar spoiler, apenas recomendo demais!
"O grande deus Pã" de Arthur Machen. Este, Um pressentimento funesto e Uma virtude mortal eu li por incentivo da Maratona Skeeloween. Foi uma experiência interessante porque os dois primeiros eu provavelmente não escolheria ler por conta própria.
"Clave de dó" de Camila Pelegrini. Também via Skeelo!
"Meu babaca favorito" de Camila Pelegrini. 💚
Ouvi "Papai Noel ao avesso" de Meredith Nicholson. Foi peculiar e divertido. Outro que eu não pensaria, por conta própria, em tentar, mas animei no evento de Natal da Skeelo.
Ok \o/
Fazer essa postagem foi uma jornada bem mais cansativa do que eu pensei que seria. Nos meus devaneios iniciais, eu planejava colocar as capas de todos os livros mas, logo percebi que ia ser trampo demais pro momento.
Acredito que li mais alguma coisa no primeiro semestre... Só que, como não estava anotando ainda, se perdeu.
Descobri que muitas vezes não guardo na memória os nomes dos livros/autories/personagens/lugares, mas as sensações que a história me causou permanecem comigo. Por isso acho tão legal anotar e rememorar depois. Assim como escrever minhas impressões na hora em que termino de ler.
Essas eu ainda não decidi se compartilho ou não porque, em geral, são reflexões muito pessoais sobre minhas experiências de vida que foram despertadas pelos livros - não são resenhas. Quem sabe eu decido compartilhar, né?
Obs: Listei apenas as coisas que li por diversão e terminei. Leituras divertidas ainda por terminar ou artigos e outros textos acadêmicos que finalizei em 2023 não estão aqui.
Eu tinha pensado em não escrever sobre isso no momento mas, o desejo foi maior e eu tenho como um dos meus objetivos para 2024 o de respeitar mais meus desejos, além de cuidar mais de mim e das minhas necessidades.
Essa introdução meio estranha se refere um hábito que eu iniciei no ano passado de registrar meus sentimentos e pensamentos ao final da leitura/escuta de livros.
Em 2023 voltei a ler por prazer e esse reencontro foi muito feliz! Talvez eu publique aqui as imprssões mais marcantes das leituras do ano passado. Estou pensando a respeito.
Hoje, terminei o livro "Aurora e Fryda" de Marina Rezende. A princípio ele me chamou atenção pelo título porque tenho uma ligação (não totalmente compreensível ainda pra mim) com auroras.
Na verdade, o livro que me trouxe de volta às leituras por prazer foi "Luzes do Norte" de Giu Domingues. Com sua capa repleta de auroras boreais/austrais ele gritou por mim e eu ouvi. Dimitria Coromandel é tudo o que eu sempre quis para minha personagem de D&D de mesa, Tarnélia Triptus. Enquanto guerreira, enquanto ser humano. Aurora van Vintermer representa mais a mim, Emília, com a maneira com que busco me colocar diante da vida e das pessoas. Minha maneira de ver e agir na vida.
Luzes do Norte foi minha primeira leitura de romantasia LGBTQIAPN+ e me tomou inteiramente. Fantasia é meu estilo de literatura favorito desde que tenho memórias a respeito. Só que eu costumava meio que fugir de romances, então fui surpreendida por como essa mistura me arrebatou! Ainda mais enquanto pessoa que tem procurado abraçar e cuidar com mais carinho e respeito do fato de ser queer.
Com o passar dos meses e das leituras, os romances queer se tornaram meio que um refúgio pra mim. Um lugar de reconhecimento e aprendizado sobre meus afetos possíveis, sobre me enxergar com mais inteireza.
Aurora e Fryda falam sobre esse conhecer também. Sobre olhar pra relidade que se coloca à nossa frente e desejar um futuro diferente, mais liberto, mais sincero com nossa essência. Um futuro menos violento. É sobre abraçar a esperança e agir em prol dela, reconhecendo que o caminho pode ser desalentador muitas vezes mas, apesar disso seguir confiando na nossa capacidade de mudar o que está a nossa volta a partir da mudança que fazemos dentro da gente - assim como fala o Budismo de Nichiren Daishonin, pelo qual tenho tanto apreço.
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Leio muito digitalmente. Pensei que não me adaptaria a não ter os livros em mãos quando tentei pela primeira vez anos atrás. No fim das contas me apaixonei pela praticidade de ler em basicamente qualquer lugar/luminosidade e por poder "transportar" inúmeros títulos comigo (já que sempre começo vários ao mesmo tempo rsrs).
Fiquei agora com vontade de fazer uma postagem compilando os livros que li em 2023 (pelo menos os que tenho registro/lembrança de ler lido). Gosto de listar as coisas porque minha memória não dura tanto tempo e revisitar os dados depois me faz feliz muitas vezes. Ou emocionada, ou me faz repensar escolhas e atualizar/renovar objetivos.
Provavelmente a próxima postagem vai ser sobre isso então.
Até lá.
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Fonte das imagens: anúncios dos respectivos livros no site amazon.com.br
Comecei a escrever esta postagem em 02 de outubro de 2023 e tô conseguindo finalizar só agora... 😅
Já falei várias vezes sobre como cantar me afeta muito positivamente e no ano passado eu parei mais algumas vezes pra gravar uns covers.
Vai aqui então o segundo compilado de Cantante.
Os quatro primeiros vídeos foram gravados em sequência no mesmo dia, 22 de junho de 2023. Eu estava meio doente, como de costume, com a garganta em condição meio precária e eu acho engraçado que dá pra perceber eu perdendo um pouco mais da voz a cada música. Mas é aquela coisa: se eu for esperar estar totalmente saudável pra fazer o que eu gosto, não vou fazer nunca. Então vai assim mesmo!
Duas versões completas de "Lilith", originalmente de Halsey e Suga. Difícil a beça ter ar suficiente pro flow dessa música, mas a gente faz o que pode rsrs
E por último uma versão completa de "Penhasco2", originalmente interpretada por Luisa Sonza e Demi Lovato. Gravei essa em 1° de setembro de 2023. Quando ouvi essa música me senti extremante tocada pelas interpretações tão vicerais e potentes que ela tem. Mesmo sem saber direito a letra e, certamente, sem ter tanta capacidade e qualidade vocal quanto Luisa e Demi, eu senti a necessidade de cantar junto e cantei! 💗
Apesar de eu ter falado mais apenas sobre Penhasco2, as outras músicas também me afetaram bastante com suas interpretações e letras. Gosto demais das três e recomendo muito clicar nos intérpretes pra ir assistir aos originais, caso não conheçam ainda.
Todos esses meus vídeos são nos moldes do chamado sing along karaoke, que é quando se canto junto das vozes originais e não apenas acompanhando a versão instrumental. A verdade é que minha base de memória são as vozes e tentar cantar sobre as versões instrumentais faz eu perder muito o ritmo da letra. Aí canto junto e sigo minha vida marotamente.
Fico feliz de abrir as postagens de 2024 com algo pelo que tenho afeto quanto cantar. Os vídeos são tomada única, sem nenhum tipo de edição e mega caseiros do jeito que eu sempre faço. Me representam bem e funcionam pro exercício de fazer registros e colocar a cara no mundo.
Aline e eu - minha cara entrega o cansaço, mas o coração tava feliz!
No meu encontro de vida com o K-pop acabei me apaixonando por alguns grupos, em especial o Ateez.
As músicas, as letras, a paixão durante as performances, o quanto os caras parecem ser ótimas pessoas (pelo que podemos ver em entrevistas, shows, programas de variedade, vlogs, etc.), tudo isso foi me ganhando até eu precisar admitir que o Ateez é meu grupo musical favorito no momento.
Quando soube que eles fariam show no Brasil eu fiquei primeiro eufórica e em seguida pensei "Ok, não vou poder ir. Mas torço pra que seja ótimo, esgotem os ingressos e eles queiram voltar num futuro próximo, de preferência mais perto de onde eu moro", e segui minha vida com aquele pesarzinho no coração. Sinceramente não me via em condição de ir.
Encontrei a Aline um tempo depois e fui toda marota mostrar alguns clipes e performances do grupo pra ela, que também gostou muito, e comentei que ia rolar o show em SP. Ela que já tinha percebido o quanto gosto deles me ofereceu o ingresso de presente e eu fiquei até sem saber o que fazer na hora rsrs
No fim das contas fomos juntas e foi uma experiência fasntástica sob muitos aspectos!
Houveram problemas em relação à produtora do evento com preços altos, filhas kilométricas com quase nenhuma sinalização/staff pra nos orientar, os portões abriram atrasados, a posição do palco B em relação a pista foi completamente diferente do mapa de venda dos ingressos (dá pra entrar com processo sobre propaganda enganosa ou algo do gênero, tamanha a disparidade), o palco não foi tão alto quanto precisava o que tornou basicamente impossível ver o grupo pra quem estava na pista (eu mesma basicamente só vi pelo telão), entre outras coisas.
Mas o Ateez etregou tudo de si e mais um pouco. As apresentações foram maravilhosas, cantaram e dançaram demais, interagiram de maneira massa com o público. Todos eles são lindos pelas fotos/vídeos online, mas fiquei muito chocada de constatar o quanto o Hongjoong e o Yunho são ainda mais bonitos pessoalmente! rsrs
Nunca estive num show com uma energia tão incrível entre artistas e público. E nunca tive uma experiência tão fantástica em relação as pessoas que estavam ao meu redor: só tinha gente gentil, respeitosa e simpática dividindo aquele momento especial.
O Jongho infelizmente não pôde participar por causa de uma lesão e foram vários os momentos emocionantes em que os membros do grupo falavam sobre ele e nós cantávamos as partes dele nas músicas, gritamos seu nome e torcemos muito pra que eles voltem logo e com a formação completa.
Confesso que meus olhos encheram de lágrimas quando rolou Aurora. Ela tem um lugar especial no meu coração e, apesar de não ser uma das músicas em que o Jogho tem seus vocais mais épicos, é uma em que a voz dele é especialmente importante pra mim.
Acho que nunca cantei tanto, gritei tanto, dancei tanto no meu lugarzinho num show. Foi mágico poder presenciar as apresentações ao vivo. Foi mágico gritar em uníssono o high note do Jongho em Wonderland - Symphony nº 9 e sentir o estádio todo tremer quando gritamos "break the wall" (e pulamos muito!) em Guerrilla com toda a potência que ainda existia nos nossos corpos.
Mesmo com todas as questões técnicas que vieram pra atrapalhar e a chuva que nos acompanhou desde as horas nas filas até o fim do show, foi realmente uma experiência INESQUECÍVEL com todas as letras.
Saí do show prometendo a mim mesma que começaria um cofrinho na semana seguinte porque no próximo show eu quero estar colada no palco - e tenho consiência de que vai ser bastante caro. ^.^'
A viagem foi ótima, revi pessoas que amo muito (e estava morrendo de saudades!), e passei momentos muito felizes com minha família. Mas, como aprendi a evitar fotos das crianças online, dessa parte não vai ter fotinhas aqui.
Na verdade, as únicas fotos que tirei no dia do show foram essa selfie com minha querida Aline e uma do palco antes do show começar. Quando iniciou, tudo o que eu queria era estar presente naquele momento, então guardei o celular e só peguei de volta quando tudo acabou. Eu sabia que outras pessoas filmariam e eu ia poder rever tudo depois rsrs
Turbulence - Ateez em São Paulo, 26/08/2023
filmado pela Aline.
No canal do YouTube T-Amy TKSSOexiste umaPlaylistcom vários vídeos do show no Brasil. Vale muito a pena assistir <3
E tem alguns momentos bem especiais desse show registrados no TikTok:
- Nós gritando "ATEEZ PRESENT!" com o Hongjoong, vídeo de Iktobio;
- Atinys cobrindo o High note do Jongho em Wonderland, vídeo de Lay;
- O fanchant de "BREAK THE WALL" no Brasil, o maior que já se viu \o/ (até então, pelo menos), vídeo de mary anna;
- Compilado de momentos especiais/interações do show em São Paulo pro coração ficar quentinho, vídeo de Nath.