quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"Precisamos Falar sobre Kevin" - Filme/Livro

O texto a seguir localizei no site da Folha de São Paulo. Não assisti ao filme nem li ao livro ainda, mas tenho interesse pelos dois e fiquei com mais desejo de conhecer ainda após este artigo. 

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"Precisamos Falar sobre Kevin" enfoca trauma da violência adolescente nos EUA


Um jovem entra armado no colégio, numa lanchonete, numa sala de cinema. Começa a disparar. Em seguida, suicida-se ou entrega-se às autoridades com a expressão de triunfo dos mártires que cumpriram sua missão.

Em países como Noruega ou Brasil, a cena é rara. Nos EUA, entretanto, esse tipo de morticínio atinge níveis epidêmicos e equivale, por sua recorrência, a uma sociopatia.
"Precisamos Falar sobre o Kevin", filme da diretora Lynne Ramsay baseado no romance de Lionel Shriver, aborda episódio semelhante sem cair em generalizações sociológicas. Em troca, nos dá um retrato sem retoques da perversão.
Divulgação
Cena do filme "Precisamos Falar Sobre o Kevin", que enfoca trauma da violência adolescente nos EUA
Cena do filme "Precisamos Falar Sobre o Kevin", que enfoca trauma da violência adolescente nos EUA

Eva Katchadourian é uma mulher de classe média, com ambições de ser escritora, numa pequena cidade americana. A gravidez indesejada compromete seus planos e estabelece uma relação tensa com o filho, cujo comportamento precocemente agressivo parece ser o reflexo da rejeição materna.

O que seria uma crônica de neuroses domésticas, porém, se transforma num pesadelo narrado em diferentes planos temporais.

A cor vermelha inunda a tela. Começa com a tradicional guerra de tomates na Espanha (à qual Eva se entrega) e se prolonga na sequência em que, já frustrada como autora de livros de viagem, sua casa é vandalizada.

Entre um momento e outro, o vermelho é a metáfora da carnificina à espreita. Cada gesto ou olhar anuncia uma catástrofe que vai surgindo à prestação, na crueldade do irmão com a caçula, na apatia do pai que, em lugar de representar a "castração", é a figura da "lei" que o perverso corteja e burla, para em seguida negar com gozo homicida.

A atriz Tilda Swinton, soberba como Eva, destila toda a amargura de quem é hostilizada por razões que vamos intuindo com terror.

E, apesar de o filme recusar explicações, é impossível não pensar que uma sociedade que elevou felicidade e sucesso à condição de mandamento não apenas pune com rigor bíblico quem pariu um pecador, mas também cria parricidas em série.

*
CONEXÕES

LIVRO
PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN ***
O romance que serviu de base para o filme de Ramsay é estruturado na forma de cartas que a mãe de Kevin escreve ao marido.
AUTOR: Lionel Shriver
EDITORA: Intrínseca (2012, 464 págs., R$ 34,90)


FILMES
O SILÊNCIO DOS INOCENTES ****
O psiquiatra assassino Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) disseca, da prisão, os mecanismos da perversão de um "serial killer".
DIRETOR: Jonnathan Demme
DISTRIBUIDORA: Fox (1990, R$ 16,90)

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN ***
DIRETOR: Lynne Ramsay
DISTRIBUIDORA: Paris Filmes (R$ 34,90)

LIVRO
POEMAS DE KONSTANTINOS KAVÁFIS ****
Konstantinos Kaváfis; tradução de Haroldo de Campos (Cosac Naify, 64 págs., R$ 45)

Criador da poesia concreta e renovador da tradução no Brasil, Haroldo de Campos (1929-2003) "transcria" -segundo expressão que consagrou- poemas do escritor grego moderno, em especial "À Espera dos Bárbaros". Organizado por Trajano Vieira, o livro traz, como prefácio, versos inéditos em que o poeta brasileiro celebra a sensualidade clássica de Kaváfis (1863-1933).

FILME
ROMÂNTICOS ANÔNIMOS **
Jean-Pierre Améris (Imovision, locação)
Uma frequentadora dos "emotivos anônimos" (conforme título original francês) se emprega numa fábrica de chocolates cujo patrão, nada emotivo, aos poucos vai se revelando um romântico enrustido. Améris explora a exageração da pieguice para ironizar as inseguranças afetivas, numa comédia que se pretende "meio amarga", mas acaba errando na dose de doçura.


DISCO
RADAMÉS GNATALLI: VALSAS E RETRATOS ****
Izaías e Seus Chorões/Quintal Brasileiro (Selo Sesc, R$ 20)

A parceria entre o quinteto de cordas de Campinas e o quinteto do bandolinista Izaías Bueno de Almeida recupera a cumplicidade entre Jacob do Bandolim e Radamés Gnattali, que, nos anos 1950, compôs para o amigo a suíte "Retratos" (em homenagem a Pixinguinha, Naza-reth, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga), aqui registrados, ao lado de suas "Valsas", com arranjos originais.
Manuel da Costa Pinto
Manuel da Costa Pinto é jornalista e mestre em teoria literária e literatura comparada pela USP. Colunista da revista "sãopaulo" e editor do "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", é também editor do programa "Entrelinhas", da TV Cultura. Escreve aos domingos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sing For Me - Christina Aguilera




Sometimes when I’m sitting on my bed
Às vezes, enquanto estou em minha cama
Feeling so so lonely, wishing someone hold me
Me sentindo tão sozinha, precisando de um abraço
All I have is three little notes playing in my head
Tudo o que eu tenho são três notas tocando na minha cabeça

Outside, I can cover all the scars
Por fora, eu consigo esconder todas as cicatrizes
Inside, lie the words just pleading to be heard ’cause
Por dentro, tenho palavras implorando para serem ouvidas
All I have is three million melodies to kill the hurt
Porque tudo o que eu tenho são três milhões de melodias para matar a dor

And now I’m ready, now I’m gonna sing them all out
E agora eu estou pronta, vou cantar todas elas
Sing them out just to myself
Cantar só para mim
I don’t even care what the world thinks ’bout how I sound
Sem me importar com o que o mundo pensa sobre mim

‘Cause when I open my mouth
Porque quando eu abro minha boca
My whole heart comes out
Todo o meu coração é exposto
Every tear I wanna cry is satisfied
Satisfaço todas as lágrimas que eu quero chorar
I’m singing ’till I’m winning, Imma sing all night
Vou cantar até enquanto estiver vencencendo, cantarei a noite inteira
‘Cause when I open my mouth
Porque quando eu abro minha boca
There’s no place to hide
Não tem onde se esconder
Everything that I’ve been feeling runs wild and free
Tudo o que eu sinto pode correr selvagem em liberdade
I’m singing ’cause I’m winning, Imma sing for me
Vou cantar porque estou vencendo, vou cantar só por mim

I stand and believe in who I am
Eu acredito em quem eu sou
Take shots at my heart, but who am I to give up
Me machuco às vezes, mas quem sou eu para desistir
Everybody needs a melody to set their souls free
Todos nós precisamos de uma melodia para libertar nossas almas

My stage is the greatest in the world
Meu palco é o maior palco do mundo
Give back to the ones who struggle with me, stay true
É dar de volta para aqueles que sofrem comigo, sempre fortes
Reminding me to see my only chosen destiny
Me lembrando de ver meu único destino escolhido

And now I’m ready, now I’m gonna sing it out loud
E agora eu estou pronta, vou cantar em voz alta
Sing it out just for myself
Cantar só para mim
I don’t even care what the world thinks about how I sound
Sem me importar com o que o mundo pensa sobre mim

‘Cause when I open my mouth
Porque quando eu abro minha boca
There’s no place to hide
Não tem onde se esconder
Everything that I’ve been feeling runs wild and free
Tudo o que eu sinto pode correr selvagem em liberdade
I’m singing ’cause I’m winning, Imma sing for me
Vou cantar porque estou vencendo, vou cantar só por mim

Sing for me, sing for me (ooh oh)
Cantar por mim, cantar por mim
Sing for myself, sing what I believe, yeah
Cantar para mim, cantar no que eu acredito
Let my hard heart come out
Deixar meu coração duro sair
Right here, right now, let the rain come down
Aqui e agora, sentir a chuva cair
Sing for me, sing for me (oohoh)
Cantar por mim, cantar por mim
Sing for myself, sing what I believe
Cantar para mim, cantar no que eu acredito
Let my hard heart come out
Deixar meu coração duro sair
Right here, right now, make my own, my very own… sound
Aqui e agora, farei meu próprio som

‘Cause when I open my mouth
Porque quando eu abro minha boca
There’s no place to hide
Não tem onde se esconder
Everything that I’ve been feeling runs wild and free
Tudo o que eu sinto pode correr selvagem em liberdade
I’m singing ’cause I’m winning, Imma sing for me
Vou cantar porque estou vencendo, vou cantar só por mim

Naih… naooh, ohoho yea…
Ooh yeah, ooh ohh yeah, ooh ooh yeah, hey…
Naooh
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Uma nova época se inciou. É hora de respirar fundo e seguir em frente. Em direção aos sonhos que haviam sido deixados de lado por opção própria e me reconstruir como indivíduo significativo, com propósito e realizações.

Sempre consegui sentir toda a emoção da Christina Aguilera ao cantar. É uma das minhas características preferidas no trabalho dela. Essa música é especialmente importante para mim por se comunicar tão diretamente com meus sentimentos atuais. Minha preferida do último CD chamado LOTUS.

O canto é algo libertador para mim desde a infância. Tenho amadoramente exercitado bastante nesses tempos demudança. Pois me faz bem. E como cantou a Christina 
"Quando eu abro minha boca
Todo o meu coração é exposto
Satisfaço todas as lágrimas que eu quero chorar
Não tem onde se esconder
Tudo o que eu sinto pode correr selvagem em liberdade"
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Fonte do vídeo: DesnudateXtina 
Fonte da letra/tradução: Terra Letras (com algumas pequenas adaptações minhas na tradução)
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Presentes! 1

Ao longo do tempo recebi e dei desenhos de presente. Dos que ganhei alguns foram trabalhos om temas diversos, alguns deles retratos fofos. Hoje decidi compartilhar um pouco dessa demonstração de carinho que me agrada tanto e  mostrar três caricaturinhas em estilos diferentes que ganhei! 

A primeira delas é a minha versão maçã com espartilho que a Tanúria (Albus Noir - Deviant'Art) fez enquanto ainda estávamos juntas no curso de Artes Plásticas da UnB. Nessa época eu usava o cabelo enorme (já ruivo) e meu espartilho de laços e rebites com frequência, então ela decidiu fofamente me registrar om eles:


Bem mais recentemente trabalhei com um cara muito gente fina chamado Thiago Augusto e ele fez estes outros dois retratos: um em caneta esferográfica e outro no Paint. O primeiro é uma imagem da volta para casa com minha bolsa de um lado e a marmita do outro. Com direito a carinha cansada no fim do expediente e tudo! rs


O outro foi um registro de quando outro colega de trabalho nosso foi me chamar num momento de alta concentração e eu levei um susto de quase cair da cadeira! Sou alguém que naturalmente faz muitas caras e bocas, ele sorriu tanto do meu super susto que fez esse:


Infelizmente não tenho como compartilhar nenhum site/contato do Thiago no momento. Quando eu descobrir atualizo aqui!

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Vou ver se depois consigo escanear direitinho alguns dos trabalhos com temas diversos que ganhei. Sempre fico muito feliz com esse tipo de presente e acho que as pessoas merecem ter suas belezuras divulgadas. :D

Muitíssimo obrigada a todos que já me deram presentinhos, sou super feliz com eles!





sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sonho ser Mãe ♥: Megapófise Transversa doidoi

Procurando informações sobre meu recém-descoberto problema congênito de coluna, localizei este post do blog Sonho ser Mãe e acho que ele tem explicações bem interessantes sobre o caso. Pelo para mim foi esclarecedor:

Sonho ser Mãe ♥: Megapófise Transversa doidoi:

Oh paciência e eu fui nascer com um defeito congénito que provoca dores que nenhum comprimido ou pomada consegue combater, estou farta não sei como me sentar ou deitar ambas as maneiras são desconfortáveis, passo os dias sentada numa cadeira horrorosa ao computador e ao fim do dia Gonçalo ao colo imaginem estou uma lástima...

Megapófise Transversa
É o aumento do processo transverso da última vértebra lombar. Normalmente, o processo transverso da última vértebra lombar não alcança a asa do ilíaco, existindo um espaço livre.
Caso exista uma megapófise, o processo transverso forma uma neoartrose com a asa do ilíaco. A sintomatologia é dor unilateral localizada ao nível da neoartrose. O tratamento para a megapófise é geralmente sintomático e em raros casos, há necessidade de um tratamento cirúrgico com osteotomia do processo transverso.



TRATAMENTO:
MEDICAÇÃO: analgésicos e antinflamatórios
REPOUSO: mais raramente o uso de colete gessado ou colete ortopédico com a finalidade de imobilizar os movimentos da coluna lombossacra nas crises dolorosas.

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O oceano no fim do caminho - Neil Gaiman


— Ninguém realmente se parece por fora com o que é de fato por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso. É assim com todo mundo.
  — Você é um monstro? Como a Ursula Monkton?
  Lettie jogou uma pedra no lago.
  — A meu ver, não — respondeu. — Existem monstros de todos os formatos e tamanhos. Alguns deles são coisas de que as pessoas têm medo. Alguns são coisas que se parecem com outras das quais as pessoas costumavam ter medo muito tempo atrás. Algumas vezes os monstros são coisas das quais as pessoas deveriam ter medo, mas não têm.
  — As pessoas deveriam ter medo de Ursula Monkton — falei.
  — Talvez sim, talvez não. Do que você acha que a Ursula Monkton tem medo?
  — Sei lá. Por que você pensa que ela tem medo de alguma coisa? Ela é adulta, não é? Os adultos e os monstros não têm medo de nada.
  — Ah, os monstros têm medo — disse Lettie. — É por isso que são monstros. E os adultos… — Ela parou de falar, coçou o nariz sardento com um dedo. — Vou dizer uma coisa importante para você. Os adultos também não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho. — Ela pensou por um instante. Então sorriu. — Tirando a vovó, claro.
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Trecho do livro "O oceano no fim do caminho"  de Neil Gaiman

É um livro de suspense e fantasia com alguns questionamentos filosóficos muito ótimo de ler! 
Cativante e fluido, com diálogos interessantes e uma mitologia que - pelo menos em relação aos livros que já li - é pouco explorada.

Aconselho profundamente a leitura!
Trata-se de um romance “sobre magia, o poder das histórias e como enfrentar a escuridão dentro de cada um de nós. É sobre medo, amor, morte e famílias”. 
Sugiro uma lida no pequeno artigo da Editora Intrínseca, a qual publicou o livro aqui no Brasil. Tem curiosidades legais sobre o autor.


Imagem: reprodução.

sábado, 22 de junho de 2013

Journey



Acabo de passar por uma das experiências com tecnologia mais emocionantes de toda a minha vida: Journey.

É um jogo de videogame para Play Station 3 que eu acabo de zerar, realizado pelos desenvolvedores  da thatgamecompany e apresentado pela SCEA Santa Monica Studio.

Nunca fui de zerar jogos, mas ele não é simplesmente um jogo. É, sem medo de exagerar, uma obra de arte repleta de qualidades técnicas que fazem com que acompanhemos a evolução de uma personagem por entre  tantas emoções, e sem a necessidade de uma palavra sequer (dita ou escrita).

A trilha sonora e a utilização de cores em conjunto nos ambientes fazem com que você se sinta em um mundo de alegria, de diversão, de medo, de solidão, de dor, passo a passo com a personagem como se fosse você lá - dando cada passo em direção à compreensão do que seu coração realmente deseja dessa jornada.

Sinto que qualquer palavra que eu escolher não vai explicar tudo que eu senti, os meus olhos repletos de lágrimas na reta final e o meu coração preenchido de paz e emoção quando cheguei ao fim.

Creio que a única coisa que posso dizer é: quem tiver a oportunidade de jogar, aproveite! É uma experiência diferente que tudo que presenciei nos games até hoje e é maravilhosa!

Gostaria de falar mais da influência do clima no cenário, das cores, da trilha sonora incrível, da simplicidade absurdamente carismática da personagem - mas nada explanará a sensação de vivenciar essa experiência.

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Não consegui localizar o autor da imagem, mas é um trabalho lindo e representa bem todo o processo.